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Quem é o dono de Imperatriz? O dono de Imperatriz é o povo, mas Sebastião Madeira é o seu legítimo representante, a quem o povo delegou o poder.
 Mudar não é fácil. Nos últimos dias o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira tem se deparado com questões cruciais que exigem tomadas de decisões. Quase sempre essas decisões desagradam alguns segmentos e ferem interesses. Na mais recente, envolvendo o Matadouro público de Imperatriz e os marchantes, a decisão do prefeito desagradou um setor que não quer abrir mão de seus lucros, não quer ceder um milímetro para a mudança que o novo governo quer implantar ali, para a Saúde e o bem estar de quase 300 mil habitantes. Ter o poder significa ter a capacidade de fazer valer a sua vontade, o seu discernimento, a sua decisão. Este é o primeiro e mais decisivo princípio relativo ao exercício do poder. Quem não o conhece e não o respeita pode esquecer qualquer projeto de carreira política. O poder estabelece um limiar mínimo de competência política. Vencer a eleição, conquistar o poder, é dominar o mais eficiente “atalho” para que sua vontade seja aceita respeitada e acatada, pelos indivíduos a quem ela se aplica. O prefeito de Imperatriz sabe disso, não quer ser o dono da cidade, como o vereador - que nesse caso do Matadouro apenas defende seus interesses comerciais - insinuou. Pelo contrário, tem negociado ouvido a sociedade, incentivado a manutenção e a criação de Conselhos que representam os mais diversos segmentos, com vez e voz. O dono de Imperatriz é o povo, mas Sebastião Madeira é o seu legítimo representante, a quem este delegou o poder através do voto. Esse é um poder legítimo, embora limitado, do homem sobre o homem, somado ao poder sobre os recursos materiais, que a sociedade disponibiliza à função de governo. Vencer a eleição, conquistar o cargo, significa, pois, adquirir o poder, e, com ele, o acesso àquela “massa de energia” (meios e recursos humanos e materiais), sujeita ao comando de quem dirige, para realizar o programa de governo aprovado nas urnas. Os incomodados têm que aceitar que numa democracia somente se chega a esta condição mediante a vitória eleitoral. Esta vitória é o resultado final de uma disputa entre candidatos ao mesmo cargo. Por sua vez, esta disputa não é uma competição olímpica. Ela é “uma guerra com data marcada para terminar”, na qual os adversários usam os recursos mais eficientes ao seu alcance, para destruir a imagem de seus competidores, junto ao eleitorado. Como candidato o político representa uma parte da opinião pública, usualmente associada a um ou mais partidos políticos, mas, embora majoritária, sempre uma parte. Como governante eleito, representa toda a comunidade, seja ela uma cidade, um estado ou país. Tanto é assim que, passada a eleição, é fundamental para o candidato eleito, produzir uma metamorfose na sua imagem que o transforme, de candidato de um partido em governante de todos. Madeira ao receber a faixa disse: “a partir de hoje serei o prefeito dos que votaram e dos que não votaram em mim”. De qualquer maneira, mesmo com essa declaração de paz, Madeira sabia que, começado o novo governo, os derrotados ocupariam o espaço da oposição, e tentariam, ao longo de todo o mandato, criar dificuldades à ação de governo, e tentariam provar, para os eleitores, a incompetência, desqualificação e/ou falta de honestidade dos titulares do governo. O que está acontecendo na Saúde e no Matadouro e em outros setores da administração pública de Imperatriz é exatamente isso. A oposição “joga” num possível erro do governo, nas medidas impopulares que por força da mudança que se quer implantar são às vezes necessárias, nas promessas não cumpridas até agora, nas contradições de membros do governo, em suma, em tudo que pode causar desgaste junto ao eleitorado. Somado a isso a falta de amor à cidade de alguns segmentos que só pensam em si mesmos, em seus interesses corporativos. Críticas devem ser recebidas com equilíbrio, afinal erros facilmente corrigíveis e de pequena relevância, ocorrem a todo o momento numa administração. São parte do processo de “tentativa e erro”, que é um processo legítimo de adquirir conhecimento. Não é sobre estes, como é óbvio, que incide a sentença de incompetência política. Ora, mas para quem passou 16 anos na luta para chegar ao poder, Madeira sabe que governar significa enfrentar os problemas de recursos e prazos, as dificuldades técnicas de execução, de funcionamento, e de manutenção de toda a estrutura de governo, além dos problemas políticos criados pela oposição e por segmentos que se sintam atingidos no que de mais difícil é: abrir mão do lucro, das mordomias ou facilidades. E assim caminha Imperatriz, onde muita água do Rio Tocantins ainda vai passar por debaixo da Ponte da Liberdade. O governo de Sebastião Madeira apenas está começando, que tenham paciência os mais afoitos ou aqueles que deliberadamente, por razões partidárias ou políticas, querem jogar sobre este a culpa por todas as mazelas – muitas destas centenárias - desta cidade, aqueles que querem em tão curto espaço de tempo que tudo já tenha sido feito. Um governo como nunca se viu em Imperatriz, onde o prefeito e sua equipe estão sempre presentes enfrentando cara a cara os problemas, um prefeito que não se esconde, que não foge de suas responsabilidades, um governo assim não pode dar errado. A mudança vai acontecer, quem viver verá!
Escrito por Josué Moura às 10h38
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Oposições se unem para vencer mais uma vez o grupo Sarney no MA Centenas de lideranças atenderam ao chamado das oposições e prometem vencer mais uma vez o grupo Sarney nas urnas. O realinhamento das oposições foi convocado pelo ex-governador José Reinaldo Tavares, e o seu partido o PSB.  Lideranças políticas e sociais de diferentes regiões do estado lotaram na manhã desta segunda-feira o auditório Fernando Falcão, na Assembléia Legislativa, em ato que marcou o realinhamento das oposições (ao grupo Sarney) em torno de um projeto político para o Maranhão, em especial para as eleições de 2010. O Movimento das oposições pretende garantir uma representação do Senado, que seja “digna com o povo maranhense”. Participaram do ato os partidos, PT, PSDB, PDT, PC do B, PCB e PTC. “Foi uma reunião exitosa, que revela a força dos partidos de oposição. Representa o ponto inicial de uma nova luta pela retomada do governo do Maranhão”, observou o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares. O ex-governador José Reinaldo Tavares lembrou que a derrota de Roseana Sarney em 2006, foi uma resposta inequívoca da população ante o atraso a que o Estado foi submetido por décadas. “Os péssimos indicadores sociais fizeram com que o Maranhão fosse tratado em tom de galhofa. Isso motivou o eleitor a trocar de nome, e votar em Jasckson Lago”, disse Tavares. O presidente do diretório regional do PSDB, Roberto Rocha ainda chamou a atenção para o absolutismo do judiciário no País, que a cada 16 horas cassa um prefeito no Brasil, e desrespeitando a vontade popular cassou o governador Jackson Lago para entregar o governo para Roseana Sarney. Na mesma linha, o ex-ministro do STJ, Edson Vidigal, lembrou que a ilegitimidade usurpa a vontade popular, e fez uma crítica ao próprio grupo ao lembrar que deixaram o processo contra Jackson correr frouxo, “desconhecendo” o poderio do adversário. E advertiu que somente combatendo a pobreza política se é capaz de vencer as outras pobrezas que atrasam o desenvolvimento do Maranhão. Todos os representantes dos partidos também falaram e expuseram a necessidade de unir as oposições para mais uma vencer o grupo Sarney no Maranhão. Leia abaixo o manifesto lançado após o encontro. MANIFESTO AO POVO DO MARANHÃO O Maranhão é um Estado importante e estratégico para o Brasil. Situado entre as regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste, o Maranhão possui abundância em recursos naturais e uma rica diversidade cultural que se expressa através de seu povo alegre, resistente e trabalhador. Apesar desses fatores positivos, os maranhenses continuam entre os mais pobres do País, vítimas de grupos oligárquicos autoritários, excludentes e golpistas que nos últimos 60 anos controlaram as instituições públicas em benefício próprio. Em 2005, o governador José Reinaldo Tavares, ao romper com a oligarquia Sarney, iniciou o processo de libertação do povo maranhense. Nas eleições de 2006, em especial no segundo turno, a população maranhense rebelou-se, impondo fragorosa derrota à candidata da oligarquia, elegendo o candidato da Oposição Jackson Lago. Inconformado, o chefe da oligarquia moveu céu e terra para desforrar-se da rebeldia popular e não deixar Jackson Lago governar. Para tanto, fez o que pôde para impedir o acesso do governo estadual aos programas e recursos do governo federal; obstruiu a visita de autoridades federais ao Estado; transformou o seu aparato de comunicação em partido político e em máquina de guerra contra o novo governo; envolveu a Justiça Eleitoral em uma trama diabólica que resultou no mais odioso golpe contra a democracia ao cassar o governador eleito, para entregar o Governo do Estado à sua filha e candidata derrotada. Hoje, o Maranhão vive a mais grave crise de sua história recente, na medida em que não há governo eleito, já que a governadora de hoje tem um mandato que lhe foi entregue pelo voto de quatro ministros do Tribunal Superior Eleitoral-TSE. Por outro lado, a governadora ilegítima está sem rumo, encurralada em Palácio e submissa ao poder do Secretário de Saúde, seu cunhado, que de fato é o governador. Nestes 30 dias após sua posse, a governadora de poucos votos transformou o governo provisório em uma delegacia de polícia com abertura de inquéritos contra tudo e contra todos, para, através da mídia controlada, encobrir a falta de ações voltadas para a solução dos problemas da população. A Governadora de quatro votos não consegue mobilizar ações para atender os milhares de irmãos nossos que, atingidos pelas enchentes, padecem ao relento, sem saúde , alimento e afeto, sobrevivendo em condições humilhantes e degradantes. Para provar que não gosta de políticos e agravar ainda mais a crise no Estado a Governadora sem votos promove insólita e odiosa campanha contra os prefeitos municipais, confiscando recursos deixados pelo governo anterior para construção de hospitais, escolas, barragens, estradas, viadutos e outras obras, essenciais para o desenvolvimento econômico das unidades municipais e a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses. Diante das incertezas, abandono e sofrimento em que vive hoje o povo maranhense, nós dos partidos políticos (PSB, PSDB, PT, PCdoB, PCB, PTC, PPS, PDT) entidades da sociedade civil, lideranças sindicais, intelectuais e estudantes decidimos criar o MOVIMENTO EM DEFESA DO MARANHÃO LIVRE (nome provisório), para denunciar o golpe aplicado pela oligarquia contra a cidadania maranhense, articular ações de apoio e solidariedade aos atingidos pelas enchentes e outras calamidades; defender os municípios e os seus prefeitos dos atos autoritários e ilegais da governadora biônica; lutar pela devolução dos recursos indevidamente retirados dos cofres municipais; defender a autonomia do Poder Judiciário e do Legislativo agredidos pela Governadora de quatro votos; divulgar e defender as realizações positivas do governo anterior; fiscalizar os atos do atual governo provisório; defender no Poder Legislativo Estadual a aprovação de medidas em favor dos servidores públicos e da população carente; apoiar a luta dos trabalhadores urbanos e rurais na defesa de seus direitos, solidarizar-se com as reivindicações do movimento estudantil e dos intelectuais, bem como construir as alternativas capazes de conduzir as forças democráticas e populares à vitória eleitoral e política em 2010. Este Movimento é aberto a todos que desejam o Maranhão livre, desenvolvido, fraterno e justo. São Luís, 18 de maio de 2009
Escrito por Josué Moura às 13h18
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A liberação de recursos para os municípios atingidos pelas chuvas foi o assunto do encontro entre o deputado Roberto Rocha e a secretária nacional da Defesa Civil, Ivone Valente, do Ministério da Integração, esta semana. Além da questão das enchentes, o problema que está ocorrendo no Maranhão é que os municípios correm o risco de ficar sem dinheiro tanto para ações de emergência quanto de reconstrução por falta de iniciativa do governo estadual, explicou o deputado. “Da nossa parte, vamos ajudar os prefeitos a enfrentar mais essa adversidade”, garantiu o parlamentar. Me proponho a bater em todas as portas da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para levar alguma ajuda para os municípios. Ao deixar o gabinete do Ministério da Integração, Roberto Rocha se surpreendeu com o que ouviu dos técnicos da Defesa Civil. “Fomos informados que o governo do Maranhão sequer apresentou um plano de trabalho, condição necessária para o envio de verbas e nem há notícias de quando isso vai acontecer”, explicou o parlamentar. Ivone Valente afirmou que o Ministério da Integração Nacional, - ao qual está vinculada a Defesa Civil - está usando todos os mecanismos possíveis para desburocratizar sem ferir a lei. “Queremos celeridade e estamos aguardando as documentações dos estados. Mas não podemos esquecer que mesmo para casos de emergência os municípios terão que prestar contas”, esclareceu a secretária. Dos primeiros R$ 300 milhões destinados pelo governo federal aos estados castigados pelas enchentes, R$ 220 milhões são para ações emergenciais de alimentação, fornecimento de água potável, abrigo e normalização do acesso às cidades. O restante é para ações de reconstrução Para o deputado, a dificuldade em receber recursos para amenizar o sofrimento da população é mais um aspecto negativo do que ele chama de “volta da centralização absoluta” do governo estadual em relação aos municípios.” Primeiro convênios cancelados e recursos sustados de forma arbitrária. Agora dependência até para fazer um plano de trabalho. Perde o município, perde a população”, criticou. Assessoria de Imprensa
Escrito por Josué Moura às 18h59
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